quarta-feira, 3 de maio de 2017

Janela Fechada

Janela Fechada 

Janela fechada 
Na melancolia 
Interiorizada 
Do grito taciturno

É um sentimento a rasgar a alma 
Dilacerando o peito 
Onde nada está, ou foi feito 
Por tudo desisto, até do existo 






Lino Cunha ( 2016)







segunda-feira, 20 de março de 2017

Cold Mind

 Cold Mind 

Sometimes I feel the night 
Like the first day of my life 
Sometimes in my dreams of hell 
I die in a cold mind 

Perhaps in your days of joy 
Your heart is full of sorrow
Perhaps in the future of your live 
You die before tomorrow

Sometimes, sometimes

You die 
In a cold mind 


Lino Átila ( 2001) 

quarta-feira, 8 de março de 2017

O Alvor do Pântano


O Alvor do Pântano

O esconder do nevoeiro 
Ver é suposto 
O alvor do pântano
Em todo o seu esplendor 
Sem esforço 

Ter nas mãos o pergaminho 
É saber o caminho 
Trepadeira do homem
O amanha do ontem 

O amanha do ontem 
Ver é suposto 
Sem esforço 

Lino Cunha ( 2016) 

quarta-feira, 1 de março de 2017

O silencio foi embora ( inédito)


O silencio foi embora 


O silencio foi embora 
A hora está morta 
Alguém de outrora 
Pandora do agora 

Corações de fogo 
Na noite escura 
Clamor perdido 
Cidade sem cura 

Resta a esperança 
É fácil dizer  
Sinais em jornais 
Farto de ler 

Lino Cunha ( 2016) 

sábado, 25 de fevereiro de 2017

Fly with no destination

 Fly with no destination 

When you see me 
In your dreams 
Only pain in your sins 

Never was my intention 
Fly with no destination 

Alone in the dark 
Alone with my scars 
Alone in the park 
Alone with no stars 

Everybody knows 
The sadness you feel inside 


Lino Cunha (2015) 

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Jardins de Anjos

 Jardins de Anjos 

Seja noite, seja dia 
Quando abro os meus olhos 
Vejo a sua, sua face 
Seus cabelos soltos 
Sem enlace 

Em seus olhos 
o Fogo e a luz 
Incendeiam, o cativeiro 
Vital fortaleza 
da tua alma  

Jardins de anjos 
de corcéis brancos 
Na terra estranha 
Onde o amor 
Manda! 

Onde o Amor..

Lino Cunha ( 1994) 



terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Algoritmo de um Deus Invisível (Inédito)


Algoritmo de um Deus Invisível 

Porque, não conversas com ninguém 
Conversar para quê? 
Interessante é escutar 
Sentir o cheiro e o fresco do mar 

Ver, a lua, o incandescente das estrelas 
Assobiar em campos abandonados 
Onde os ramos 
O gelo o frio gela 
Observar o perto 
Ser solidário com o longínquo

Lino Cunha ( 2016)