quarta-feira, 1 de março de 2017

O silencio foi embora ( inédito)


O silencio foi embora 


O silencio foi embora 
A hora está morta 
Alguém de outrora 
Pandora do agora 

Corações de fogo 
Na noite escura 
Clamor perdido 
Cidade sem cura 

Resta a esperança 
É fácil dizer  
Sinais em jornais 
Farto de ler 

Lino Cunha ( 2016) 

sábado, 25 de fevereiro de 2017

Fly with no destination

 Fly with no destination 

When you see me 
In your dreams 
Only pain in your sins 

Never was my intention 
Fly with no destination 

Alone in the dark 
Alone with my scars 
Alone in the park 
Alone with no stars 

Everybody knows 
The sadness you feel inside 


Lino Cunha (2015) 

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Jardins de Anjos

 Jardins de Anjos 

Seja noite, seja dia 
Quando abro os meus olhos 
Vejo a sua, sua face 
Seus cabelos soltos 
Sem enlace 

Em seus olhos 
o Fogo e a luz 
Incendeiam, o cativeiro 
Vital fortaleza 
da tua alma  

Jardins de anjos 
de corcéis brancos 
Na terra estranha 
Onde o amor 
Manda! 

Onde o Amor..

Lino Cunha ( 1994) 



terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Algoritmo de um Deus Invisível (Inédito)


Algoritmo de um Deus Invisível 

Porque, não conversas com ninguém 
Conversar para quê? 
Interessante é escutar 
Sentir o cheiro e o fresco do mar 

Ver, a lua, o incandescente das estrelas 
Assobiar em campos abandonados 
Onde os ramos 
O gelo o frio gela 
Observar o perto 
Ser solidário com o longínquo

Lino Cunha ( 2016) 


Sombras, Nada Mais ( inédito)

Sombras, Nada Mais

É só uma ligação 
Um fantasma no coração 
Adormecido 
Sinal da cruz na oração 

É fria a emoção 
Miragem, sangue no chão
Sombras 
Nada se faz sem paixão 

É hora de partir 
Toca o sino do sentir 
Surge só no fim do dia 
O sol se pôs, não sabia 

A vida é filosofia 
Com toques de magia 
Toca o sino do sentir 
É hora de partir 

Toca o sino do sentir 

É só uma ligação 
Sombras, nada mais 
Nada se faz sem paixão 
Um fantasma no coração 


Lino Cunha ( 2015) 

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

O Cálice Sagrado

O Cálice Sagrado 

Sob um ar inocente 
Um olhar ausente 
Como uma chama 
Ardendo sem vela 
Pinturas feitas na tela 

Vês mil estrelas cadentes 
Nesse espaço ardente 
Mil desejos de duendes 
No céu permanente 

Carne amada 
Quem, evoco 
e faço canto 
Na negra solidão da alma 

Como o vinho derramado 
No cálice sagrado 

O cálice sagrado 
Nunca antes encontrado 
Nunca antes alcançado 


Lino Cunha ( 1994)



segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Miragem da Solidão


Miragem da Solidão 

Observa as palavras da miragem da solidão 
Vamos começar uma ilusão 
Uma historia da imaginação 
Segura a respiração

Evocações são convites  
Convites da era do sonho 
Portas rápidas, estrelas de fogo 
O fim do Outono

Ler um poema de amor 
Sentada no comboio a vapor 
Encanto hipnótico?
ou exótico...

Portas rápidas, estrelas de fogo  
O Fim do Outono 

Lino Cunha ( 1990)