O Cálice Sagrado
Sob um ar inocente
Um olhar ausente
Como uma chama
Ardendo sem vela
Pinturas feitas na tela
Vês mil estrelas cadentes
Nesse espaço ardente
Mil desejos de duendes
No céu permanente
Carne amada
Quem, evoco
e faço canto
Na negra solidão da alma
Como o vinho derramado
No cálice sagrado
O cálice sagrado
Nunca antes encontrado
Nunca antes alcançado
Lino Cunha ( 1994)





