Estranho
Agora és um estranho
O incomum
Se ousares falar
Equilíbrio perdido até cair
Aviso na porta
Não entrar
Se ousares rir
Alegria, não dividida
Até desmaiar
Silêncio ao redor
Tens de partir
Genuíno êxtase de ódio puro
Mentes intoxicadas pelo orgulho
Sufocados pela sinergia
de uma suposta liturgia
Agora somos todos estranhos
Lino Cunha ( 2012)




