sábado, 11 de fevereiro de 2017

Estranho

Estranho 

Agora és um estranho 
O incomum 

Se ousares falar 
Equilíbrio perdido até cair 
Aviso na porta
 Não entrar 

Se ousares rir 
Alegria, não dividida 
Até desmaiar 
Silêncio ao redor 
Tens de partir

Genuíno  êxtase de ódio puro 
Mentes intoxicadas pelo orgulho 
Sufocados pela sinergia 
de uma suposta liturgia 

Agora somos todos estranhos 

Lino Cunha ( 2012) 

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

A poeira do binóculo alheio

A poeira do binóculo alheio 

Do espaço silencioso 
que pensavas morto
Ego inflamado, áspero, fechado 
Falso afecto, no elogio disfarçado 

Já não sentes a euforia 
Apenas a poeira do binóculo alheio 
Está longe a áurea, creio 
Disparos da noite sombria 
Onde aquele abraço 
Protegia!   


Lino Cunha ( 2017) 

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Trezentos Invernos



Trezentos Invernos 

Bebe morada 
O sangue meu 
Escuta e quebra 
as prisões da humanidade 

Despe o manto 
ao céu, e foge 
Por entre a folha 
que pertence ao nada 

Bebe morada 
Caverna do infinito
Trezentos invernos 
Trazes em nós 

Bebe morada 
O sangue meu 


Lino Cunha ( 1996) 

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Nicles ( inédito)


Nicles 

Não me apetece fazer coisa nenhuma 
Aromatizada vitoria tua (preguiça) 
Simples, onde nada, não é impossível

Lino Cunha ( 2015)  

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Profundo Sentes ( inédito)

Profundo Sentes 

Oiço a Tentação 
O ribombar de um tambor 
O fogo desperta 
A chama ganha vida 
Inquietação 
Sobe no cálice do teu licor 

O céu azul 
Agora é negro 
O medo é tua irmã
O silêncio é integro 
Profundo sentes 
O amanha 

Memorias guardas no teu coração 

Lino Cunha ( 2017)

sábado, 7 de janeiro de 2017

Poema Fantasma ( inédito)


Poema Fantasma 

Acordo com este poema fantasma
Um sentir que não entusiasma 
No sonho a visão perdi 
Semblante sinistro esqueci 

É tão fácil desaparecer 
Por entre as nuvens 
Paisagens a desvanecer 
Nada existe para ver 

É tão fácil desaparecer  
Nada existe para ser


Lino Cunha ( 2017)

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Subtileza ( Inédito)


Subtileza

Sobre a cidade esquecida
Falo em ti de mãos unidas
Entre longas avenidas
Vibrações perdidas

O Padre reza na abadia
Ânsia espreita o fim do dia 
Em lume brando o fogo ardia 
Vacilas na subtileza escondida 

Ousadia 

Ousadia 
O fim das horas idas
Subtileza escondida 

Sobre a cidade proibida 

Silêncio na saída
A cura da ferida 
Ilusão florida  

Ousadia 

Ousadia 
O fim das horas idas 
Subtileza escondida

Lino Cunha ( 2016)