quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Trezentos Invernos



Trezentos Invernos 

Bebe morada 
O sangue meu 
Escuta e quebra 
as prisões da humanidade 

Despe o manto 
ao céu, e foge 
Por entre a folha 
que pertence ao nada 

Bebe morada 
Caverna do infinito
Trezentos invernos 
Trazes em nós 

Bebe morada 
O sangue meu 


Lino Cunha ( 1996) 

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Nicles ( inédito)


Nicles 

Não me apetece fazer coisa nenhuma 
Aromatizada vitoria tua (preguiça) 
Simples, onde nada, não é impossível

Lino Cunha ( 2015)  

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Profundo Sentes ( inédito)

Profundo Sentes 

Oiço a Tentação 
O ribombar de um tambor 
O fogo desperta 
A chama ganha vida 
Inquietação 
Sobe no cálice do teu licor 

O céu azul 
Agora é negro 
O medo é tua irmã
O silêncio é integro 
Profundo sentes 
O amanha 

Memorias guardas no teu coração 

Lino Cunha ( 2017)

sábado, 7 de janeiro de 2017

Poema Fantasma ( inédito)


Poema Fantasma 

Acordo com este poema fantasma
Um sentir que não entusiasma 
No sonho a visão perdi 
Semblante sinistro esqueci 

É tão fácil desaparecer 
Por entre as nuvens 
Paisagens a desvanecer 
Nada existe para ver 

É tão fácil desaparecer  
Nada existe para ser


Lino Cunha ( 2017)

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Subtileza ( Inédito)


Subtileza

Sobre a cidade esquecida
Falo em ti de mãos unidas
Entre longas avenidas
Vibrações perdidas

O Padre reza na abadia
Ânsia espreita o fim do dia 
Em lume brando o fogo ardia 
Vacilas na subtileza escondida 

Ousadia 

Ousadia 
O fim das horas idas
Subtileza escondida 

Sobre a cidade proibida 

Silêncio na saída
A cura da ferida 
Ilusão florida  

Ousadia 

Ousadia 
O fim das horas idas 
Subtileza escondida

Lino Cunha ( 2016)

terça-feira, 20 de setembro de 2016

No Escuro ( Inédito)

 No Escuro

Mais um dia sem entender
Perco a noite e o espaço
Não consigo compreender
O que nunca faço 

Sou o resto de uma ideia
Feras, soltas na tortura
O silêncio te rodeia
Sorte dura na ternura 

Saio para a rua sem prazer
Oculto no escuro o cansaço
Passos em fúria por acender
Tudo não passa de estilhaço 


Lino Cunha ( 2016) 

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

O Ego não é teu amigo ( inédito)



O Ego não é teu amigo

Silencioso e lento ritmo
Onde se esconde o riso e o sorriso
O insano e o engano

Opressão no instinto
Loucura sem Dor
É difícil libertar, pois não és o narrador 

O ego não é teu amigo 


Lino Cunha ( 2016) 




                                                     

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Zunzuns ( Inédito)

                                                            
                                   

Zunzuns 

Mistérios emergem no denso nevoeiro
Óculos e lágrimas não combinam
O impulso cega cada movimento
Onde os astros por vezes ensinam

Luzes douradas, lábios coloridos
Ficamos à deriva, sem o ver cristalino
Zunzuns, Zunzuns
Zumbidos da caverna do infinito

Estranheza dura de compreender
Onde o sol se foi perder
Zunzuns, Zunzuns

Lino Cunha  (2014)


quinta-feira, 28 de julho de 2016

Confissões do Cemitério


Confissões do Cemitério

Vestes a pele de alguém
Bem diferente
Escuro murmúrio sem voz
Dormente

Drama interior sem ti
Presente
Leva o beijo
a corrente

Desperta a alma, o seu desejo
Desperta a alma, nada vejo
Desperta a alma, nevoeiro
Desperta a alma, barqueiro

Leva o beijo
a corrente

Desperta a alma, curandeiro
Desperta a alma, prisioneiro
Desperta a alma, estrangeiro
Desperta a alma, arqueiro


Drama interior sem ti
Presente



Lino Cunha ( 08-06-2016)








segunda-feira, 13 de junho de 2016

Beijos de Vidro ( Inédito)

Beijos de Vidro

O fogo das Velas 
Consumiu nossa esperança
Jogo hipnótico
Na farsa, de uma lembrança

Beijos de vidro
Insegura aliança
Beijos de vidro
Perdida confiança

Hoje estou assim
Transformado em manequim
Hoje estou assim
Contraditório e ruim

Hoje estou assim
Hoje estou assim


Lino Cunha (07-06-2016)

                                                                                            


sábado, 12 de março de 2016

já não temas ( Inédito)



Já Não Temas 


Já não temas mais 
Tudo cairá 
Escritos que cantais 
Outro dia sorrirá 

Já não temas mais 
O sonho que virá
As visões e os sinais 
a alma dormirá 

Agora dás conta 
Tudo foi em vão 
Sangue caído na terra sedenta 
Sorte fatal  se alimenta 

Agora dás conta 
da solidão 
Naquela tarde, tarde cinzenta 
Quem sofre mais, mais, 
mais, se ausenta 

Já não temas mais 


            Lino Cunha ( 12-03-2016)                                                                                             

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

New IV ( 1/2)


New IV ( 1/2)
Publicado por Lino Cunha em Domingo, 1 de Novembro de 2015

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Nós Cegos ( Inédito)

Nós Cegos 

Observo aquela rua 
Dizes, era tua 
Por nada sofri
Em tempos previ 
Dizes, era tua 

Entre viagens, estações
Pagas o preço, ilusões
Entre viagens, estações
Cais, Tentações

É tua a dor
Na solidão que me abraça

Por entre nós cegos
Na rua ao fundo
Vislumbro lá fora
Segredos do mundo

Por entre correntes
Ausente presente
Procuro a nascente 
De um futuro diferente


Lino Cunha ( 2014) 

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Vigília ( inédito)

Vigília

Diante de meus olhos 
A vigília permanece
Telepatia no olhar 
No alvorecer acontece


Cresce a dor em sussurro
Ofuscada pela clarividência
Desprovida de prudência 
No jardim da violência 


O teu futuro é o meu passado 
Jogo estranho por vezes insano 
Onde nenhum espelho ajuda a olvidar 
O escopo da tua presença por desvendar 


A vigília permanece...



Lino Cunha ( 2013) 

terça-feira, 15 de setembro de 2015

O Sino ( Inédito)


O Sino 


Em luta com escorpiões ao redor do meu peito 
Oiço o "tique -taque" da bomba tempo 
O perigo a espreitar, o nosso lar, o nosso templo 

Um viajante enfrenta o conflito 
O adeus sonhador dos corações queimados  
Nas sombras da escuridão  
Outrora, a dança da paixão 

O sino soa…
As paredes movem-se 
A palavra voa  

Nada é eterno 
Não existe chão
Rima saída do inferno 
Nunca foi intenção 


   Lino Cunha (2012)                                                                                         

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Poderia Imaginar ( inédito)

Poderia Imaginar

Poderia imaginar, poderia imaginar
Imaginar, imaginar

Poderia inventar, poderia inventar
Imaginar, inventar

Agora, poderia
Escutar, escutar
Melodias, melodias
Ao luar
Ao luar
Melodias
Poderia
Escutar
Poderia
Melodias

A brisa
Fria mórbida
Toca teu rosto
Sem pavor nem susto

Qual foi
O teu pecado
Templo sagrado
Ando pelas ruas calado

Coragem
Quero estar
A teu lado
Não importa o vento irado

Meu espírito
Em chamas
Diz-me se me amas
Fogo vivo se inflama

Poderia
Imaginar
Belas cores
Esquecendo as dores

Vezes
Sem conta
Navegando na onda
Estrada redonda

Calafrios
Sinto
Quando estás longe
Oiço as preces do monge

Mundo perdido
Nada sei do druida
Diz o sábio em vida

Ando pelas ruas calado

por Lino Cunha (2015)

Curva do destino ( inédito)

Curva do destino 


Pode a tristeza durar 
Até ao anoitecer 
Nada será mais sentido 
Não é preciso compreender 

Pode a tristeza durar 
Até ao amanhecer 
Nada será mais sentido 
Não é preciso entender 

Ausente ou Presente 
Segredos que se sentem 
Sabias as palavras 
Sabias escolher 

Sente o calor 
Desvanece a dor 
Perigoso Caminho 
Amigo adivinho 

Sente o calor 
Desvanece a dor 
Procura o abrigo 
Sorte em estar vivo 

O adeus foi perdido 
Na curva do destino 

Real ou imaginado 
No disfarce sagrado 
Acordas no silencio 
Do destino abandonado

Procura o abrigo 
O adeus foi perdido 

Por Lino Cunha (2014) 

domingo, 13 de setembro de 2015

New II ( Inédito )


Gelar Das Asas


gelar das asas, Live concert, Santiago Alquimista (2010).
Posted by Noctivagus on Domingo, 6 de Setembro de 2015

Gelar Das Asas  

A noite cai 
Rodeada de vultos 
À procura do brilho escuto 
Juízos firmados 
Na censura inculta 
Apenas mentiras 
Imperfeita culpa 

As mãos seguram 
O coração em brasa 
Caminhas confuso 
Não dás por nada 
Dados lançados 
Põem-te  em guarda 
Sinto o gelo a gelar as asas 

São flashes que sinto 
Ossos a queimar 
Flashes que sinto 
Sempre a recordar 

Não dás por nada 
Não dás por nada 

Ossos a queimar 

Por Lino Átila  / música (Noctívagus) 

Punhal Celeste

Punhal Celeste 

Amordaçado por correntes 
Nas nuvens de serpente 
Entre grades, entre gentes 
Levaram-te 

Para a sala dos troféus 
Onde te fitaram 
Vidas vencidas 
Vidas perdidas 

E o punhal celeste dançou e riu 

E eu, e tu, exorcizas 
Aquela imagem 
Cá dentro do teu ser 
Cá dentro do meu querer 
teu crer 

Agarras-te minha alma 
e não a quiseste largar 

E o punhal celeste dançou e riu 

Por Lino Átila (1993)