sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Profundo Sentes ( inédito)

Profundo Sentes 

Oiço a Tentação 
O ribombar de um tambor 
O fogo desperta 
A chama ganha vida 
Inquietação 
Sobe no cálice do teu licor 

O céu azul 
Agora é negro 
O medo é tua irmã
O silêncio é integro 
Profundo sentes 
O amanha 

Memorias guardas no teu coração 

Lino Cunha ( 2017)

sábado, 7 de janeiro de 2017

Poema Fantasma ( inédito)


Poema Fantasma 

Acordo com este poema fantasma
Um sentir que não entusiasma 
No sonho a visão perdi 
Semblante sinistro esqueci 

É tão fácil desaparecer 
Por entre as nuvens 
Paisagens a desvanecer 
Nada existe para ver 

É tão fácil desaparecer  
Nada existe para ser


Lino Cunha ( 2017)

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Subtileza ( Inédito)


Subtileza

Sobre a cidade esquecida
Falo em ti de mãos unidas
Entre longas avenidas
Vibrações perdidas

O Padre reza na abadia
Ânsia espreita o fim do dia 
Em lume brando o fogo ardia 
Vacilas na subtileza escondida 

Ousadia 

Ousadia 
O fim das horas idas
Subtileza escondida 

Sobre a cidade proibida 

Silêncio na saída
A cura da ferida 
Ilusão florida  

Ousadia 

Ousadia 
O fim das horas idas 
Subtileza escondida

Lino Cunha ( 2016)

terça-feira, 20 de setembro de 2016

No Escuro ( Inédito)

 No Escuro

Mais um dia sem entender
Perco a noite e o espaço
Não consigo compreender
O que nunca faço 

Sou o resto de uma ideia
Feras, soltas na tortura
O silêncio te rodeia
Sorte dura na ternura 

Saio para a rua sem prazer
Oculto no escuro o cansaço
Passos em fúria por acender
Tudo não passa de estilhaço 


Lino Cunha ( 2016) 

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

O Ego não é teu amigo ( inédito)



O Ego não é teu amigo

Silencioso e lento ritmo
Onde se esconde o riso e o sorriso
O insano e o engano

Opressão no instinto
Loucura sem Dor
É difícil libertar, pois não és o narrador 

O ego não é teu amigo 


Lino Cunha ( 2016) 




                                                     

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Zunzuns ( Inédito)

                                                            
                                   

Zunzuns 

Mistérios emergem no denso nevoeiro
Óculos e lágrimas não combinam
O impulso cega cada movimento
Onde os astros por vezes ensinam

Luzes douradas, lábios coloridos
Ficamos à deriva, sem o ver cristalino
Zunzuns, Zunzuns
Zumbidos da caverna do infinito

Estranheza dura de compreender
Onde o sol se foi perder
Zunzuns, Zunzuns

Lino Cunha  (2014)


quinta-feira, 28 de julho de 2016

Confissões do Cemitério


Confissões do Cemitério

Vestes a pele de alguém
Bem diferente
Escuro murmúrio sem voz
Dormente

Drama interior sem ti
Presente
Leva o beijo
a corrente

Desperta a alma, o seu desejo
Desperta a alma, nada vejo
Desperta a alma, nevoeiro
Desperta a alma, barqueiro

Leva o beijo
a corrente

Desperta a alma, curandeiro
Desperta a alma, prisioneiro
Desperta a alma, estrangeiro
Desperta a alma, arqueiro


Drama interior sem ti
Presente



Lino Cunha ( 08-06-2016)