quinta-feira, 28 de julho de 2016

Confissões do Cemitério


Confissões do Cemitério

Vestes a pele de alguém
Bem diferente
Escuro murmúrio sem voz
Dormente

Drama interior sem ti
Presente
Leva o beijo
a corrente

Desperta a alma, o seu desejo
Desperta a alma, nada vejo
Desperta a alma, nevoeiro
Desperta a alma, barqueiro

Leva o beijo
a corrente

Desperta a alma, curandeiro
Desperta a alma, prisioneiro
Desperta a alma, estrangeiro
Desperta a alma, arqueiro


Drama interior sem ti
Presente



Lino Cunha ( 08-06-2016)








segunda-feira, 13 de junho de 2016

Beijos de Vidro ( Inédito)

Beijos de Vidro

O fogo das Velas 
Consumiu nossa esperança
Jogo hipnótico
Na farsa, de uma lembrança

Beijos de vidro
Insegura aliança
Beijos de vidro
Perdida confiança

Hoje estou assim
Transformado em manequim
Hoje estou assim
Contraditório e ruim

Hoje estou assim
Hoje estou assim


Lino Cunha (07-06-2016)

                                                                                            


sábado, 12 de março de 2016

já não temas ( Inédito)



Já Não Temas 


Já não temas mais 
Tudo cairá 
Escritos que cantais 
Outro dia sorrirá 

Já não temas mais 
O sonho que virá
As visões e os sinais 
a alma dormirá 

Agora dás conta 
Tudo foi em vão 
Sangue caído na terra sedenta 
Sorte fatal  se alimenta 

Agora dás conta 
da solidão 
Naquela tarde, tarde cinzenta 
Quem sofre mais, mais, 
mais, se ausenta 

Já não temas mais 


            Lino Cunha ( 12-03-2016)                                                                                             

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

New IV ( 1/2)


New IV ( 1/2)
Publicado por Lino Cunha em Domingo, 1 de Novembro de 2015

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Nós Cegos ( Inédito)

Nós Cegos 

Observo aquela rua 
Dizes, era tua 
Por nada sofri
Em tempos previ 
Dizes, era tua 

Entre viagens, estações
Pagas o preço, ilusões
Entre viagens, estações
Cais, Tentações

É tua a dor
Na solidão que me abraça

Por entre nós cegos
Na rua ao fundo
Vislumbro lá fora
Segredos do mundo

Por entre correntes
Ausente presente
Procuro a nascente 
De um futuro diferente


Lino Cunha ( 2014) 

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Vigília ( inédito)

Vigília

Diante de meus olhos 
A vigília permanece
Telepatia no olhar 
No alvorecer acontece


Cresce a dor em sussurro
Ofuscada pela clarividência
Desprovida de prudência 
No jardim da violência 


O teu futuro é o meu passado 
Jogo estranho por vezes insano 
Onde nenhum espelho ajuda a olvidar 
O escopo da tua presença por desvendar 


A vigília permanece...



Lino Cunha ( 2013) 

terça-feira, 15 de setembro de 2015

O Sino ( Inédito)


O Sino 


Em luta com escorpiões ao redor do meu peito 
Oiço o "tique -taque" da bomba tempo 
O perigo a espreitar, o nosso lar, o nosso templo 

Um viajante enfrenta o conflito 
O adeus sonhador dos corações queimados  
Nas sombras da escuridão  
Outrora, a dança da paixão 

O sino soa…
As paredes movem-se 
A palavra voa  

Nada é eterno 
Não existe chão
Rima saída do inferno 
Nunca foi intenção 


   Lino Cunha (2012)