sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Nós Cegos ( Inédito)

Nós Cegos 

Observo aquela rua 
Dizes, era tua 
Por nada sofri
Em tempos previ 
Dizes, era tua 

Entre viagens, estações
Pagas o preço, ilusões
Entre viagens, estações
Cais, Tentações

É tua a dor
Na solidão que me abraça

Por entre nós cegos
Na rua ao fundo
Vislumbro lá fora
Segredos do mundo

Por entre correntes
Ausente presente
Procuro a nascente 
De um futuro diferente


Lino Cunha ( 2014) 

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Vigília ( inédito)

Vigília

Diante de meus olhos 
A vigília permanece
Telepatia no olhar 
No alvorecer acontece


Cresce a dor em sussurro
Ofuscada pela clarividência
Desprovida de prudência 
No jardim da violência 


O teu futuro é o meu passado 
Jogo estranho por vezes insano 
Onde nenhum espelho ajuda a olvidar 
O escopo da tua presença por desvendar 


A vigília permanece...



Lino Cunha ( 2013) 

terça-feira, 15 de setembro de 2015

O Sino ( Inédito)


O Sino 


Em luta com escorpiões ao redor do meu peito 
Oiço o "tique -taque" da bomba tempo 
O perigo a espreitar, o nosso lar, o nosso templo 

Um viajante enfrenta o conflito 
O adeus sonhador dos corações queimados  
Nas sombras da escuridão  
Outrora, a dança da paixão 

O sino soa…
As paredes movem-se 
A palavra voa  

Nada é eterno 
Não existe chão
Rima saída do inferno 
Nunca foi intenção 


   Lino Cunha (2012)                                                                                         

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Poderia Imaginar ( inédito)

Poderia Imaginar

Poderia imaginar, poderia imaginar
Imaginar, imaginar

Poderia inventar, poderia inventar
Imaginar, inventar

Agora, poderia
Escutar, escutar
Melodias, melodias
Ao luar
Ao luar
Melodias
Poderia
Escutar
Poderia
Melodias

A brisa
Fria mórbida
Toca teu rosto
Sem pavor nem susto

Qual foi
O teu pecado
Templo sagrado
Ando pelas ruas calado

Coragem
Quero estar
A teu lado
Não importa o vento irado

Meu espírito
Em chamas
Diz-me se me amas
Fogo vivo se inflama

Poderia
Imaginar
Belas cores
Esquecendo as dores

Vezes
Sem conta
Navegando na onda
Estrada redonda

Calafrios
Sinto
Quando estás longe
Oiço as preces do monge

Mundo perdido
Nada sei do druida
Diz o sábio em vida

Ando pelas ruas calado

por Lino Cunha (2015)

Curva do destino ( inédito)

Curva do destino 


Pode a tristeza durar 
Até ao anoitecer 
Nada será mais sentido 
Não é preciso compreender 

Pode a tristeza durar 
Até ao amanhecer 
Nada será mais sentido 
Não é preciso entender 

Ausente ou Presente 
Segredos que se sentem 
Sabias as palavras 
Sabias escolher 

Sente o calor 
Desvanece a dor 
Perigoso Caminho 
Amigo adivinho 

Sente o calor 
Desvanece a dor 
Procura o abrigo 
Sorte em estar vivo 

O adeus foi perdido 
Na curva do destino 

Real ou imaginado 
No disfarce sagrado 
Acordas no silencio 
Do destino abandonado

Procura o abrigo 
O adeus foi perdido 

Por Lino Cunha (2014) 

domingo, 13 de setembro de 2015

New II ( Inédito )


Gelar Das Asas


gelar das asas, Live concert, Santiago Alquimista (2010).
Posted by Noctivagus on Domingo, 6 de Setembro de 2015

Gelar Das Asas  

A noite cai 
Rodeada de vultos 
À procura do brilho escuto 
Juízos firmados 
Na censura inculta 
Apenas mentiras 
Imperfeita culpa 

As mãos seguram 
O coração em brasa 
Caminhas confuso 
Não dás por nada 
Dados lançados 
Põem-te  em guarda 
Sinto o gelo a gelar as asas 

São flashes que sinto 
Ossos a queimar 
Flashes que sinto 
Sempre a recordar 

Não dás por nada 
Não dás por nada 

Ossos a queimar 

Por Lino Átila  / música (Noctívagus)