segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Curva do destino ( inédito)

Curva do destino 


Pode a tristeza durar 
Até ao anoitecer 
Nada será mais sentido 
Não é preciso compreender 

Pode a tristeza durar 
Até ao amanhecer 
Nada será mais sentido 
Não é preciso entender 

Ausente ou Presente 
Segredos que se sentem 
Sabias as palavras 
Sabias escolher 

Sente o calor 
Desvanece a dor 
Perigoso Caminho 
Amigo adivinho 

Sente o calor 
Desvanece a dor 
Procura o abrigo 
Sorte em estar vivo 

O adeus foi perdido 
Na curva do destino 

Real ou imaginado 
No disfarce sagrado 
Acordas no silencio 
Do destino abandonado

Procura o abrigo 
O adeus foi perdido 

Por Lino Cunha (2014) 

domingo, 13 de setembro de 2015

New II ( Inédito )


Gelar Das Asas


gelar das asas, Live concert, Santiago Alquimista (2010).
Posted by Noctivagus on Domingo, 6 de Setembro de 2015

Gelar Das Asas  

A noite cai 
Rodeada de vultos 
À procura do brilho escuto 
Juízos firmados 
Na censura inculta 
Apenas mentiras 
Imperfeita culpa 

As mãos seguram 
O coração em brasa 
Caminhas confuso 
Não dás por nada 
Dados lançados 
Põem-te  em guarda 
Sinto o gelo a gelar as asas 

São flashes que sinto 
Ossos a queimar 
Flashes que sinto 
Sempre a recordar 

Não dás por nada 
Não dás por nada 

Ossos a queimar 

Por Lino Átila  / música (Noctívagus) 

Punhal Celeste

Punhal Celeste 

Amordaçado por correntes 
Nas nuvens de serpente 
Entre grades, entre gentes 
Levaram-te 

Para a sala dos troféus 
Onde te fitaram 
Vidas vencidas 
Vidas perdidas 

E o punhal celeste dançou e riu 

E eu, e tu, exorcizas 
Aquela imagem 
Cá dentro do teu ser 
Cá dentro do meu querer 
teu crer 

Agarras-te minha alma 
e não a quiseste largar 

E o punhal celeste dançou e riu 

Por Lino Átila (1993) 

Armadilha Social


Armadilha Social

O ruído incessante sempre a ecoar
O ruído incessante sempre a destoar
Seja espetando o cabelo numa rua escura em Madrid
Ou gritando bem alto nas ruas cinzentas em Berlim

O riso se esconde pelo sistema
O riso se esconde pelo sistema
e a teia sempre em dia
e a teia sempre em dia

O ruído incessante sempre a ecoar
 O ruído incessante sempre a destoar

Armadilha social
Armadilha social
Armadilha social
Armadilha social

Por Lino Cunha (1986)

sábado, 12 de setembro de 2015

New I ( Inédito)


Livro de poesia Marasmo a Cismar

Velhas Promessas 

Escuta
Antes e depois 
Escuta 
Estou de volta 
Sem surpresas
Escuta
Alma dorida 
Das incertezas
Escuta
As velhas promessas
Escuta 
Quebradas foram
Escuta
O velho chamamento 
Escuta
Chegou o meu tempo 
O teu 
Tempo 
Antes e depois
por Lino Átila (2008)