Mostrar mensagens com a etiqueta Lino Cunha. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Lino Cunha. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 13 de julho de 2018

Um Dia Lá Longe ( Inédito)


Um dia lá longe 

Agora sei 
Compreendo o teu olhar 
Agora sei 
Nada revela o teu mudar 

Agora sei 
Qual futuro 
Qual depois 
Segredos entre nós dois 

Um dia lá longe 
Entre ermos túmulos 
Fui refugiar-me 
À tua porta 

Entre caídas flores 
O que já não tenho 
Arde nas memorias 
Vivo em poucas glorias 


Mistérios, visões, alucinações
Quando a luz da lua cair
Não irei fugir

Um dia lá longe

Mistérios, visões, alucinações
Quando a luz da lua cair
Não irei fugir

Um dia lá longe

Lino Cunha ( 2014) 

domingo, 8 de abril de 2018

Códigos Proibidos

Códigos Proibidos 

Como tu, eu fui esquecido
Como tu, nas mãos o destino 
Como tu, tudo foi perdido
Como tu, nada faz sentido 

Como tu, vivo morto vivo 
Como tu, tudo é um mito 
Como tu, tudo foi perdido 
Como tu, nada faz sentido

O Tempo é morte... 

Os gatos dizem segredos 
Segredos sem qualquer dor 
As bruxas fazem bruxedo 
Bruxedo sem qualquer pudor 

Depois do sol se extinguir 
Cai a noite queres sair 
Depois de a lua seduzir 
Cais no limbo do existir 

Os gatos dizem segredos 
Segredos sem qualquer dor 
As bruxas fazem bruxedo 
Bruxedo sem qualquer pudor 

Como tu, eu fui esquecido 
Como tu, vivo morto vivo 
Como tu, tudo é um mito 
Como tu, nada faz sentido 

Como tu, 
Como tu... 
Vivo morto vivo 
Como tu 
Tudo é um mito 
Como tu 
Nada faz sentido 

Tudo é um mito 

Por Lino Cunha(
06-04-2015) para o projeto de musica Vulto Violeta. 

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Recordação( inédito)

 Recordação 


Noite discreta em plena lua nova 
Recordo as batidas dos corações 
O final do temporal 
O velho inimigo das paixões 

Recordo o cheiro da sua pele 
O brilho em seu olhar 
As estrelas do céu 
Caminhadas junto ao mar 

Alma inquieta da cidade 
Bela sem vaidade 
Forte sem soberba 
Triunfante em apenas ser 


Lino Cunha ( 2016) 

quinta-feira, 27 de julho de 2017

Esqueci-me de ti

Esqueci-me de ti


Fotografia caída no soalho da casa abandonada

Memorias que o tempo tornou cinza
Sabia de cor os teus movimentos
Consciente dos aplausos do nada

Esqueci-me de ti
Esqueci-me de mim


Lino Cunha (2015)

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Hora Certa


Hora Certa 

Através dessa noite tão rápida
Esculpida sobre colinas
Montanhas e cordilheiras
Ela disse à noite 
Esta é a hora certa

Vem
Vou sorrir contigo 
Dar a volta
Ler o livro antigo 

Vem
Vou  ensinar a voar  
Vou  ensinar o truque 
Que te faz sonhar 

Vem
Vou sorrir contigo 
Dar a volta
Ler o livro antigo 

Vem...
Descobrir o outro lado

Lino Cunha ( 1990) 


quarta-feira, 3 de maio de 2017

Janela Fechada

Janela Fechada 

Janela fechada 
Na melancolia 
Interiorizada 
Do grito taciturno

É um sentimento a rasgar a alma 
Dilacerando o peito 
Onde nada está, ou foi feito 
Por tudo desisto, até do existo 






Lino Cunha ( 2016)







quarta-feira, 8 de março de 2017

O Alvor do Pântano


O Alvor do Pântano

O esconder do nevoeiro 
Ver é suposto 
O alvor do pântano
Em todo o seu esplendor 
Sem esforço 

Ter nas mãos o pergaminho 
É saber o caminho 
Trepadeira do homem
O amanha do ontem 

O amanha do ontem 
Ver é suposto 
Sem esforço 

Lino Cunha ( 2016) 

quarta-feira, 1 de março de 2017

O silencio foi embora ( inédito)


O silencio foi embora 


O silencio foi embora 
A hora está morta 
Alguém de outrora 
Pandora do agora 

Corações de fogo 
Na noite escura 
Clamor perdido 
Cidade sem cura 

Resta a esperança 
É fácil dizer  
Sinais em jornais 
Farto de ler 

Lino Cunha ( 2016) 

sábado, 25 de fevereiro de 2017

Fly with no destination

 Fly with no destination 

When you see me 
In your dreams 
Only pain in your sins 

Never was my intention 
Fly with no destination 

Alone in the dark 
Alone with my scars 
Alone in the park 
Alone with no stars 

Everybody knows 
The sadness you feel inside 


Lino Cunha (2015) 

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Jardins de Anjos

 Jardins de Anjos 

Seja noite, seja dia 
Quando abro os meus olhos 
Vejo a sua, sua face 
Seus cabelos soltos 
Sem enlace 

Em seus olhos 
o Fogo e a luz 
Incendeiam, o cativeiro 
Vital fortaleza 
da tua alma  

Jardins de anjos 
de corcéis brancos 
Na terra estranha 
Onde o amor 
Manda! 

Onde o Amor..

Lino Cunha ( 1994) 



terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Algoritmo de um Deus Invisível (Inédito)


Algoritmo de um Deus Invisível 

Porque, não conversas com ninguém 
Conversar para quê? 
Interessante é escutar 
Sentir o cheiro e o fresco do mar 

Ver, a lua, o incandescente das estrelas 
Assobiar em campos abandonados 
Onde os ramos 
O gelo o frio gela 
Observar o perto 
Ser solidário com o longínquo

Lino Cunha ( 2016) 


Sombras, Nada Mais ( inédito)

Sombras, Nada Mais

É só uma ligação 
Um fantasma no coração 
Adormecido 
Sinal da cruz na oração 

É fria a emoção 
Miragem, sangue no chão
Sombras 
Nada se faz sem paixão 

É hora de partir 
Toca o sino do sentir 
Surge só no fim do dia 
O sol se pôs, não sabia 

A vida é filosofia 
Com toques de magia 
Toca o sino do sentir 
É hora de partir 

Toca o sino do sentir 

É só uma ligação 
Sombras, nada mais 
Nada se faz sem paixão 
Um fantasma no coração 


Lino Cunha ( 2015) 

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

O Cálice Sagrado

O Cálice Sagrado 

Sob um ar inocente 
Um olhar ausente 
Como uma chama 
Ardendo sem vela 
Pinturas feitas na tela 

Vês mil estrelas cadentes 
Nesse espaço ardente 
Mil desejos de duendes 
No céu permanente 

Carne amada 
Quem, evoco 
e faço canto 
Na negra solidão da alma 

Como o vinho derramado 
No cálice sagrado 

O cálice sagrado 
Nunca antes encontrado 
Nunca antes alcançado 


Lino Cunha ( 1994)



segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Miragem da Solidão


Miragem da Solidão 

Observa as palavras da miragem da solidão 
Vamos começar uma ilusão 
Uma historia da imaginação 
Segura a respiração

Evocações são convites  
Convites da era do sonho 
Portas rápidas, estrelas de fogo 
O fim do Outono

Ler um poema de amor 
Sentada no comboio a vapor 
Encanto hipnótico?
ou exótico...

Portas rápidas, estrelas de fogo  
O Fim do Outono 

Lino Cunha ( 1990) 

sábado, 11 de fevereiro de 2017

Não é Sorte Ser Poeta

Não é Sorte Ser Poeta 

Não é sorte ser poeta 
Nem infortúnio não o ser 
As palavras surgem, involuntariamente 
Sussurros sem ter 
Onde escrever 
Murmúrios por entender  

Lino Cunha (1987)  

Estranho

Estranho 

Agora és um estranho 
O incomum 

Se ousares falar 
Equilíbrio perdido até cair 
Aviso na porta
 Não entrar 

Se ousares rir 
Alegria, não dividida 
Até desmaiar 
Silêncio ao redor 
Tens de partir

Genuíno  êxtase de ódio puro 
Mentes intoxicadas pelo orgulho 
Sufocados pela sinergia 
de uma suposta liturgia 

Agora somos todos estranhos 

Lino Cunha ( 2012) 

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

A poeira do binóculo alheio

A poeira do binóculo alheio 

Do espaço silencioso 
que pensavas morto
Ego inflamado, áspero, fechado 
Falso afecto, no elogio disfarçado 

Já não sentes a euforia 
Apenas a poeira do binóculo alheio 
Está longe a áurea, creio 
Disparos da noite sombria 
Onde aquele abraço 
Protegia!   


Lino Cunha ( 2017) 

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Trezentos Invernos



Trezentos Invernos 

Bebe morada 
O sangue meu 
Escuta e quebra 
as prisões da humanidade 

Despe o manto 
ao céu, e foge 
Por entre a folha 
que pertence ao nada 

Bebe morada 
Caverna do infinito
Trezentos invernos 
Trazes em nós 

Bebe morada 
O sangue meu 


Lino Cunha ( 1996) 

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Nicles ( inédito)


Nicles 

Não me apetece fazer coisa nenhuma 
Aromatizada vitoria tua (preguiça) 
Simples, onde nada, não é impossível

Lino Cunha ( 2015)  

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Profundo Sentes ( inédito)

Profundo Sentes 

Oiço a Tentação 
O ribombar de um tambor 
O fogo desperta 
A chama ganha vida 
Inquietação 
Sobe no cálice do teu licor 

O céu azul 
Agora é negro 
O medo é tua irmã
O silêncio é integro 
Profundo sentes 
O amanha 

Memorias guardas no teu coração 

Lino Cunha ( 2017)