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sábado, 11 de fevereiro de 2017

Estranho

Estranho 

Agora és um estranho 
O incomum 

Se ousares falar 
Equilíbrio perdido até cair 
Aviso na porta
 Não entrar 

Se ousares rir 
Alegria, não dividida 
Até desmaiar 
Silêncio ao redor 
Tens de partir

Genuíno  êxtase de ódio puro 
Mentes intoxicadas pelo orgulho 
Sufocados pela sinergia 
de uma suposta liturgia 

Agora somos todos estranhos 

Lino Cunha ( 2012)