A poeira do binóculo alheio
Do espaço silencioso
que pensavas morto
Ego inflamado, áspero, fechado
Falso afecto, no elogio disfarçado
Já não sentes a euforia
Apenas a poeira do binóculo alheio
Está longe a áurea, creio
Disparos da noite sombria
Onde aquele abraço
Protegia!
Lino Cunha ( 2017)
