sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

A poeira do binóculo alheio

A poeira do binóculo alheio 

Do espaço silencioso 
que pensavas morto
Ego inflamado, áspero, fechado 
Falso afecto, no elogio disfarçado 

Já não sentes a euforia 
Apenas a poeira do binóculo alheio 
Está longe a áurea, creio 
Disparos da noite sombria 
Onde aquele abraço 
Protegia!   


Lino Cunha ( 2017) 

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